
Em meio aos cantos e ao banquete, Sirena, uma das Ninfas, anuncia os feitos portugueses no Oriente (estâncias 10 a 73) e as conquistas que ainda estariam por vir. Camões aqui, ultiliza mais uma vez, o artifício da profecia, para contar o que se passou no ano da descoberta do caminho para a Índia, 1498.
Depois de terminado o farto banquete, Tétis convida Vasco da Gama para o espetáculo da Máquina do Mundo, o espetáculo único das esferas celestes de Ptolomeu (estâncias 77 a 144).
"Uniforme, perfeito, em si sustido,
Qual, enfim, o Arquetipo que o criou.
Vendo o Gama este globo, comovido
De espanto e de desejo ali ficou.
Diz-lhe a Deusa: - «O transunto, reduzido
Em pequeno volume, aqui te dou
Do Mundo aos olhos teus, pera que vejas
Por onde vás e irás e o que desejas."
(Canto X, 79)
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