domingo, 29 de junho de 2008

Canto X - Parte I

O canto X do livro “Os Lusíadas” começa nos mostrando a segunda parte dos portugueses na Ilha dos Amores, onde, depois de terem sido recebidos pelas ninfas, eles seguem para o Palácio de Tétis, onde um delicioso banquete os aguarda. Tudo era muito luxuoso, muito farto, do bom e do melhor, como podemos perceber nesse trecho:
“Ali, em cadeiras ricas, cristalinas (...)
De iguarias suaves e divinas,
A quem não chega a Egípcia antiga fama ,
Se acumulam os pratos de fulvo ouro,
Trazidos lá do Atlântico tesouro.”
(Canto X, 3)

E assim eles se deliciaram, seguidos pelo belo canto de uma das ninfas. (estâncias 6 e 7)
"Cantava a bela Ninfa, e cos acentos,
Que pelos altos paços vão soando,
Em consonância igual, os instumentos
Suaves vêm a um tempo conformando.
Um súbito silêncio enfreia os ventos
E faz ir docemente murmurando
As águas, e nas casas naturais
Adormecer os brutos animais

Com doce voz está subindo ao Céu
Altos varões que estão por vir ao mundo,
Cujas claras Ideias viu Proteu
Num globo vão, diáfano, rotundo,
Que Júpiter em dom lho concedeu
Em sonhos, e despois no Reino fundo,
Vaticinando, o disse, e na memória
Recolheu logo a Ninfa a clara história."

Neste canto, Camões ainda faz referência aos heróis e governadores da Índia, que também mereceriam a Ilha dos Amores. Dentre eles, estão: Duarte Pacheco Pereira (estâncias 12 a 23), Francisco de Almeida e o seu filho Lourenço de Almeida (26 a 38), Vasco da Gama (53), Martim Afonso de Sousa (63 a 67) e muitos outros.

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